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Tese ao I Congresso Nacional do Partido Socialismo e Liberdade.
Com este texto apresentamos uma síntese de nossas principais discussões e propostas para continuar esta jornada que iniciamos ao fundar o P-SOL. Estamos num momento especial para que todos apresentem suas idéias de como devemos seguir, de que caminhos devemos trilhar, as estratégias, as táticas, as análises capazes de interpretar ao momento político atual e, sobretudo, as resoluções que nos armem para avançar na construção de um partido político anti-capitalista e antiimperialista, democrático e socialista. Estamos num momento especial porque o Congresso é a instância máxima de decisão, na qual os militantes decidem as tarefas fundamentais do partido, preparam, portanto, o futuro do P-Sol. E para preparar o futuro é importante saber de onde partimos, como estamos e quais os desafios e prioridades que se apresentam no presente. Com este primeiro Congresso encerramos uma primeira fase na construção do P-SOL. Todos necessitamos nos pronunciar sobre o balanço do trabalho realizado até aqui. Os que assinam esta proposta de tese estão entre os que defendem o caráter positivo do balanço, uma jornada na qual superamos imensos obstáculos e avançamos em nosso projeto. O acerto da idéia de fundar o P-SOL, seu encontro de fundação, a legalização, a participação eleitoral, a luta cotidiana ao longo destes três longos anos foram provas de que a luta socialista organizada segue viva no Brasil. Mais do que isso: apesar das dificuldades, provocadas, sobretudo, pela traição do PT, o P-Sol tem muitas possibilidades de crescimento e espaço social. Sua existência responde às necessidades dos trabalhadores e do povo terem seu próprio partido, democrático e anti-capitalista. A prática é o critério da verdade
O voto contra a reforma da previdência de Lula/FMI foi a marca inicial de coerência de nosso projeto. Ali, naquele momento, ganhamos o lastro social da greve nacional do funcionalismo público de 2003. Fundamos o movimento por uma esquerda socialista e democrática em janeiro de 2004, que antecedeu a fundação de nosso partido. Desta reunião em diante, Heloísa percorreu todo o país, sempre com Luciana Genro, Babá e João Fontes. Seis meses depois, o partido era fundado em Brasília. Fundado, era preciso legalizá-lo. Tínhamos pouco mais de um ano para conseguir 500 mil assinaturas, praticamente sem nenhum recurso – basicamente foram os recursos dos militantes e em particular dos parlamentares Luciana Genro, Babá e Heloísa – num esforço militante diário de camaradas que saíram às ruas, nas escolas, locais de trabalho e moradia. O nome de Heloísa já se mostrava plenamente como uma força política, um símbolo de coerência e de combatividade. Além do esforço, foi preciso uma política correta para vencer o desafio da legalidade. Contra setores do partido que resistiam em lançar o nome de Heloísa para presidente em 2005, preferindo esperar, encabeçamos na direção do partido o setor que apresentou ao país a necessidade da construção da candidatura de Heloísa Helena para lutar por uma alternativa contra os tucanos e os petistas. Conquistada a legalidade, obtida justamente no último prazo para que o partido tivesse direito a apresentar candidatos, tivemos um ano para preparar a participação nas eleições. Novos companheiros se incorporaram ao partido, lideranças de esquerda, parlamentares que romperam com o PT e se somaram ao P-SOL. O partido ganhava em representatividade, em riqueza, mostrando-se como um pólo real de reagrupamento político das forças democráticas, antiimperialistas e socialistas. Sem recursos, fomos para a campanha presidencial e para as eleições nos estados. Tivemos candidatos em praticamente todo o país. Num país continental, um partido nacional se apresentava. Já era uma primeira vitória. A campanha eleitoral provou o que dizíamos: o peso do símbolo na política faria com que a força da idéia do P-SOL se materializasse no apoio ao nome de Heloísa Helena. E a campanha permitiu que o nome do P-SOL, na esteira da força simbólica de Heloísa, ficasse conhecido por setores de massas em todo o país e reconhecido por segmentos mais ativos e conscientes de nosso povo, isto é, por uma vanguarda social, como uma referência de coerência na política. Este reconhecimento é uma clara vitória. Nas eleições de 2006 o P-SOL se afirmou como referência para a construção de uma alternativa
Assim, em apenas três anos o PSOL se converteu em importante alternativa de oposição de esquerda ao regime, ao governo e aos partidos que lhe dão sustentação. Hoje é conhecido e respeitado por muitos setores do povo brasileiro. A votação de Heloisa Helena nas últimas eleições presidenciais confirmou a existência de um enorme espaço político para um novo partido de esquerda e lançou o desafio de ocupá-lo, da forma mais estruturada possível. Esta vitória e, sobretudo, esta votação não seria possível se o conteúdo político da campanha não fosse o que foi levado a cabo. Com lógicas limitações de uma primeira campanha presidencial, sobretudo com regionais partidárias ainda muito pouco estruturadas, acertamos ao escolher como centro a denúncia dos banqueiros e da corrupção, nos apresentando contra Lula e contra os tucanos. Foi um conteúdo assim, ao redor dos dois nervos do capitalismo neoliberal – o domínio dos bancos e a corrupção - que permitiu empalmar com um setor de massas, o que uma campanha de propaganda socialista não teria permitido. Para além disto, cumprimos um papel histórico determinante ao disputar ideologicamente com o PT, que em uníssono com o capital anunciava o fim do ideário socialista e revolucionário. O desafio de ocupar o espaço aberto pela campanha implica em consolidar o PSOL como projeto eleitoral de massas e avançar no enraizamento nos movimentos sociais, nos setores populares, nas categorias de trabalhadores, na juventude e na intelectualidade progressista. Para conquistar este objetivo, teremos que converter os militantes mais ativos e avançados, aqueles que se destacam em cada frente da luta política e social, em sujeitos construtores do PSOL, participando da vida do partido, dos seus núcleos, plenárias, seminários, trabalhos sociais, sindicais, estudantis, camponês e popular. Assim, poderemos transformar nosso partido em referência ativa para os milhões de brasileiros que necessitam e que desejam construir este novo Brasil, independente, democrático e socialista. Vale destacar que a declaração de inconstitucionalidade da cláusula de barreira pelo Supremo Tribunal Federal, sepultou, ao menos momentaneamente, a ameaça de marginalização institucional que os partidos da ordem tentavam nos impor. Esta decisão não ocorreria se o P-Sol tivesse sido derrotado nas eleições. No mínimo uma parte da classe dominante insistirá nesta estratégia – por isso aprovaram no senado a cláusula de barreira para vingar a partir de 2010 – à medida que têm consciência do perigo que significa para o regime permitir a consolidação da influência eleitoral de um partido anticapitalista. E são conscientes de que o P-sol tem este potencial. Além das divergências existentes no interior do próprio bloco dominante, foi conseqüência também da vitória eleitoral do P-sol o fato do fundo partidário ter sido distribuído de maneira mais democrática. Desse modo, o PSOL passa a contar com o mínimo de recursos necessários para que nosso partido aproveite as atuais condições e avance em direção aos seus objetivos históricos. A questão financeira não é menor. Não estamos com muitos recursos, mas saímos da miséria absoluta com a qual trabalhamos até aqui. Até hoje estivemos à frente do partido praticamente sem recursos. A legalização, a campanha eleitoral, a realização da Conferência de 2006, tudo isso, sem dinheiro, somente foi possível pela força da idéia do P-SOL, correspondendo a uma necessidade objetiva de nosso povo, e ao esforço abnegado da militância psolista, manifestada também na atividade de dirigentes que colocaram-se a frente deste desafio. Com mais recursos, garantidos pela nossa vitória contra a cláusula de barreira, podemos fazer muito mais. Não será fácil, porque a vida de nosso povo não é fácil, mas é possível construir um forte partido capaz de organizar a vanguarda militante, de se consolidar e de ampliar sua influência de massas, credenciando-se para dirigir a luta direta de setores do nosso povo, avançando, assim, na construção de uma alternativa de poder. Para isso, é preciso ter uma política para o povo, alicerçada na defesa de suas necessidades mais urgentes e apresentar, de modo claro, a necessidade de lutar pelo poder político, aproveitando cada oportunidade, cada injustiça, cada descontentamento contra a exploração, cada conflito e cada eleição, para agitar, para impulsionar a luta, para se postular como alternativa de poder. No calor desta atividade é que poderemos ir superando as maiores debilidades do partido, no terreno da organização, da propaganda, da agitação. Para encarar a construção do P-SOL será muito importante que cresça no interior do partido a compreensão de que este deve atuar de modo unitário. Do mesmo modo, é preciso que se fortaleça a concepção de que o partido deve estar acima de suas correntes internas e de que o trabalho fundamental do partido é junto ao povo, na divulgação e na agitação política de massas, tendo seus militantes na linha de frente das lutas e se postulando como lideranças políticas. Devemos, portanto, combater todo o espírito de seita, toda a discussão baseada na intriga, que é justamente o argumento dos que não tem argumento. Então, mantendo o acerto que representou construir um partido resultante do reagrupamento de tendências e correntes socialistas, temos como desafio avançar na construção das instâncias partidárias. Construindo estas instâncias – parte ainda atrasada em nossa vida interna – teremos melhores condições para garantir a intervenção unificada do P-sol na luta de classes. Assim, poderemos ir superando o método da solução por consenso, cujo mérito foi determinante para a consolidação do partido – e que deve servir como lição e aprendizado para que a tolerância seja constante, bem como a busca de acordos - mas que não pode ser convertido em regra obrigatória. Sem este espírito tolerante, esta busca pelos acordos, o P-Sol não teria nem nascido, nem chegado até aqui. Por isso, reivindicamos o que foi feito e partimos deste acúmulo para avançar. Neste sentido, aqueles que querem um partido apressado decidindo sobre as táticas diante dos acontecimentos, saibam que a paciência é necessária e que até o partido bolchevique tinha como uma das suas características a lentidão para tomar determinadas decisões, justamente para que as decisões tomadas fossem carregadas de reflexões e de força. Cremos que temos um programa de fundação e estatutos corretos, que contribuem para dar unidade ao partido porque nos dão uma base estratégica e de princípios sólidos. Finalmente, apresentamos ao P-Sol a necessidade do partido ser internacionalista. Não apenas defendendo a luta antiimperialista na América Latina, estando ao lado do governo Chavez e do povo venezuelano em cada um dos seus enfrentamentos contra a burguesia e o imperialismo (defendendo a autonomia dos trabalhadores e de suas organizações, bem como estando do lado deles quando atacados pelo governo, inclusive o de Chavez), mas com o partido sendo protagonista na construção de uma organização internacional dos trabalhadores. Por isso para este congresso defendemos que o P-SOL se articule para construir uma conexão real e militante dos Partidos e Organizações Socialistas do mundo, estabelecendo uma federação ou coordenação com aqueles que considerem nosso partido como a melhor opção para o Brasil, sendo solidário e divulgando as ações destes partidos e organizações irmãs. Os textos que seguem fundamentam nossas análises e nossas propostas. Decadência e crise do sistema capitalista-imperialista A chamada globalização e o neoliberalismo impuseram um selvagem aumento da exploração do trabalho tanto na periferia quanto nos centros dominantes do mundo capitalista. Isto ocorreu como uma tentativa desesperada das classes dominantes de manterem as taxas de lucro do grande capital. Sua tendência de queda persiste devido à aplicação crescente da ciência e do conhecimento na produção. Este processo solapou as bases materiais sobre as quais se ergueram o pacto de estabilidade política e o “estado de bem estar social”, o chamado "pacto fordista", nos países desenvolvidos. Como conseqüência da contradição entre a elevadíssima potência produtiva do sistema capitalista e sua própria natureza de exploração do trabalho, uma parte cada vez mais preponderante do capital acumulado foi se deslocando da esfera da produção para a esfera puramente financeira. Isto porque estes capitais não podem mais ser reinvestidos na produção sob pena de explodirem a economia mundial com uma inimaginável crise de superprodução de mercadorias. Assim, forma-se uma nuvem de capital especulativo, puramente financeiro, que precisa ser alimentada por uma valorização permanente. Para garantir esta valorização permanente do capital financeiro, o imperialismo mundial adquiriu uma nova dinâmica marcada por uma ofensiva de semi-colonização dos países periféricos sem antecedentes. Através das privatizações das empresas e serviços públicos nacionais, da desnacionalização das riquezas naturais ou através da política de endividamento, os governos neoliberais causaram grandes sofrimentos aos seus povos, provocaram o aumento da pobreza e da crise social, e dilaceraram os mais elementares traços de soberania de seus países. Mesmo a esse custo a chamada globalização neo-liberal não foi capaz de reverter a situação econômica no sentido de garantir crescimento sustentável e estabilidade política para a burguesia imperialista. Ao contrário, as contradições econômicas se agravam e o declínio dos Estados Unidos, como potência dominante do sistema, continua se aprofundando. Uma nova onda de intervenções militares é desencadeada pelo departamento de Estado norte americano, que a fundamenta através da teoria do ataque preventivo e é disseminada por uma enorme máquina de propaganda. Mesmo assim, o imperialismo não conseguiu esconder seu verdadeiro sentido de guerra de rapina destinada a espoliar os recursos naturais de países e continentes inteiros, cujos povos são massacrados sem o menor respeito aos mais elementares direitos humanos. Movidos por suas próprias contradições estruturais, os estados capitalistas intensificam o uso de violência e da repressão contra os trabalhadores, os pobres, os imigrantes e os movimentos sociais progressivos. Ao mesmo tempo, tentam legitimar suas ações através da manipulação ideológica levada a cabo por sofisticados meios de comunicação de massas. Desmentindo os que prognosticaram uma prolongada era de paz e prosperidade para a humanidade após a pretensa vitória final do capitalismo, quando este reabsorveu os chamados países do “socialismo real”, a história segue seu ritmo tempestuoso e expõe a catástrofe a que o imperialismo tem conduzido a civilização humana na fase da globalização e do neoliberalismo. Neste cenário, as contradições sociais mostram a polarização completa: a miséria de 3 bilhões de seres humanos, por um lado, e a opulência de uma minoria de magnatas que controlam o capital financeiro em todo mundo por outro lado. Este domínio dos magnatas produz um cenário ecologicamente insustentável, com um padrão de produção e de consumo do capitalismo que ameaça extinguir as condições para reprodução da vida humana no planeta num futuro ainda indeterminado, mas cada vez mais presente. Este é o pano de fundo sobre o qual se desenvolve a resistência de massas em todo o mundo, que determina o inicio da derrota dos EUA e de seus aliados na ocupação do Iraque, que anuncia o crescimento das alternativas antiimperialista no Oriente Médio e na América Latina e explica a derrota eleitoral e a desmoralização de George Bush e de seus falcões republicanos junto a opinião publica norte americana. Mesmo diante deste quadro, os círculos dominantes da oligarquia financeira internacional são incapazes, devido às contradições objetivas do sistema, de oferecer concessões materiais substanciais para as massas pobres do mundo, de respeitar a auto-determinação dos povos e a democracia, de superar a insustentabilidade ecológica do seu sistema econômico e de banir do horizonte a ameaça de uma catástrofe global. Por tudo isto é que, neste inicio de século XXI, a humanidade está mais próxima do que nunca do dilema histórico antecipado por Marx, Engels, Lênin, Trotsky e Rosa Luxemburgo: socialismo ou barbárie. Um novo auge da luta antiimperialista no mundo Depois de mais de duas décadas de ofensiva neoliberal, o signo da situação está mudando. O imperialismo estadunidense está sofrendo uma derrota no Iraque - que influencia a luta em todo o Oriente Médio - enquanto na América Latina, surgiu um novo movimento antiimperialista que tem como vanguarda o processo bolivariano na Venezuela. Estes são os pontos mais elevados de uma luta de massas que está invertendo a situação de forte ofensiva neoliberal inaugurada na era Thatcher e Reagan e coloca em questão a hegemonia dos Estados Unidos, sobre a qual se sustenta o sistema de dominação do capitalismo imperialista. Vamos nos deter por um instante na América Latina. Nosso continente vive um auge da luta antiimperialista como não se via desde a década de 60. Grandes mobilizações mudaram sua face. Desde o levante indígena do Equador, em 98, chamado "Revolução Arco-Íris", seguido das rebeliões populares na Argentina em 2001, Bolívia em 2003 e em 2005, e novamente no Equador em 2006. Na Venezuela, o heroísmo do povo impôs uma derrota a um golpe orquestrado diretamente pelos EUA, através da mobilização de massas e também pela via eleitoral, sobretudo no referendo revogatório. Em todas estas ondas revolucionárias, a História nos contemplou com uma complexa e intrigante combinação entre a luta direta das massas, as insurreições populares e os processos eleitorais. Novos sujeitos sociais e políticos se apresentam, expressando as experiências de luta e de organização que foram capazes de fundir a batalha pela sobrevivência imediata dos trabalhadores com um projeto estratégico de transformação política e social. As atuais ebulições sociais e políticas na América Latina revelam claramente a existência de uma vigorosa fase democrática – antiimperialista na luta de classes. Tarefas como a renacionalização dos recursos naturais, as lutas por profundas mudanças democráticas, a defesa de reivindicações populares elementares e vitais e a necessidade histórica da integração independente da América Latina adquirem a dimensão de eixos estruturantes desta luta continental. Na Venezuela, mas também na Bolívia e agora no Equador, foram dados passos muito importantes contra a dominação imperialista. Ao iniciar o processo de nacionalização dos recursos naturais e enfrentar os regimes neoliberais, os governos destes países fazem parte de uma fase enormemente progressiva de mobilização de todos os explorados que só poderá avançar assumindo um caráter anticapitalista. Assim, o conteúdo socialista destas lutas, mesmo que se encontre mais mediado pela forma democrática e antiimperialista, poderá se afirmar como a única saída estratégica possível sob a ótica dos interesses operários e populares. Estas experiências estão demonstrando que o conteúdo socialista da luta não se afirma apenas com a propaganda de bandeiras diretamente socialistas, mas sim tendo como centro, como eixo da política a defesa das reivindicações democráticas e antiimperialistas mais sentidas pelas massas, cuja realização plena somente é viável com o avanço de um programa socialista. Esta é a lógica clara de um verdadeiro programa de transição. As novas nacionalizações anunciadas por Chávez e suas novas reformas democráticas mostram que o processo bolivariano, mesmo com suas contradições, se aprofunda. Trata-se de uma expressão política de um nacionalismo revolucionário que tem enfrentado a burguesia pró-imperialista em seu país, ao mesmo tempo em que tenta desmantelar os instrumentos de dominação política a serviço do grande capital e do imperialismo. A Venezuela se converteu em um país independente, assim como Cuba e o Irã, abrindo brechas importantes na dominação imperialista em nosso continente. O futuro da Venezuela só poderá ser assegurado pela luta de seu próprio povo e o avanço da luta antiimperialista, democrática, popular e socialista em outros países da América Latina. Assim, poderão ser criadas condições para que o povo Venezuelano possa tomar de forma mais decisiva o poder econômico da burguesia e avançar na transição até o verdadeiro socialismo do Século XXI. O nosso apoio à Venezuela não pode ser uma mera expressão de solidariedade. Devemos estar na primeira linha defendendo as nacionalizações, a ALBA em contraposição ao ALCA e à crise do Mercosul, como modelo de integração continental, rechaçando o controle dos EUA e de outros países imperialistas sobre os destinos de nossos povos. Neste sentido, não podemos fazer como alguns setores da esquerda que tem como eixo atacar o governo Chavez porque este não toma medidas mais à esquerda. Mantendo nossa independência do chavismo, cremos que todos no P-sol devem dizer com clareza: apoiaremos as medidas progressivas na Venezuela, no Equador e na Bolívia (defendendo ao mesmo tempo a autonomia e independência das organizações dos trabalhadores), que façam avançar o processo de enfrentamento com o imperialismo, fazendo unidade e frente comum ao redor delas, para impulsionar a organização e mobilização dos trabalhadores e do povo. Por todas estas razões é que PSOL deve sentir-se parte desta luta antiimperialista e anticapitalista ajudando o povo e os trabalhadores brasileiros a sentirem o mesmo. A vitória ou a derrota da luta socialista no Brasil está vinculada a essa luta internacional dos trabalhadores e dos setores explorados e, em particular, ao processo de luta antiimperialista que se desenvolve em nosso continente; de modo recíproco o destino da revolução democrática e anticapitalista que se levanta na América Latina estará em última instância vinculado à evolução da luta de classes no Brasil. O PSOL nasceu com uma vocação internacionalista que desperta simpatia e esperança em numerosas organizações de esquerda. Por isso, devemos emprestar nosso apoio franco e decidido a todas as lutas e organizações conseqüentes que enfrentam o imperialismo. E este princípio deve ser aplicado com disposição redobrada quando se trata da América Latina onde o Brasil pode jogar um papel decisivo. É assim que poderemos contribuir efetivamente para a verdadeira integração Latina, para bom desenvolvimento da luta democrática antiimperialista e socialista e para o florescimento de uma nova organização mundial que reagrupe os internacionalistas. Lula e o PT optaram por governar a serviço do grande capital e do imperialismo Lula e o PT receberam do povo brasileiro voto e apoio para promover profundas mudanças na ordem política, econômica e social colocando assim, o Brasil como parte ativa do novo processo latino-americano. Mas Lula e o PT preferiram aliar-se ao grande capital e ao imperialismo dando continuidade ao modelo neoliberal implementado por FHC. Tanto no primeiro governo, como no atual servem ao grande capital brasileiro, estruturalmente associado ao imperialismo norte americano. O PT afirmou-se, definitivamente, como Partido da ordem capitalista. Uma grande máquina eleitoral financiada pelas contribuições de bancos e empresas capitalistas e dos burocratas que comandavam mandatos parlamentares, prefeituras e governos estaduais, se afastando da militância social, tanto organizativa quanto programaticamente, cumprindo plenamente a tarefa de governar para o capital. Toda dissimulação da diplomacia lulista desmascarou-se, revelando sua clara opção ao receber, com todas as pompas, o famigerado presidente dos Estados Unidos da América. A nova viagem de Bush ao Brasil é a mostra mais autêntica dessa relação estabelecida pelo governo petista. Diante da situação de debilidade do governo Bush, o governo brasileiro juntou-se aos governos da Colômbia e do México para ajudá-lo em sua infeliz tentativa de recompor a dominação dos EUA no continente. A afirmação do P-SOL, como alternativa de poder, exige uma oposição frontal ao governo Lula A bancarrota petista é irreversível. Não temos nenhuma expectativa de disputas em seu interior; elas existem e existirão, mas se resolverão ao redor dos interesses do aparato. O PT já não tem possibilidades de uma reversão de seu rumo, é um partido incorporado aos mecanismos de dominação da grande burguesia e do imperialismo. Com a capitulação do PT e a assimilação da direção da CUT fechou-se um ciclo na organização das forças representativas da classe trabalhadora, dos movimentos sociais e da esquerda. Fechou-se o ciclo do PT e do Lulismo e iniciou-se um novo ciclo de formação de uma nova direção política e sindical no movimento dos trabalhadores. Um processo ainda em gestação que enfrenta as dificuldades lógicas para se consolidar em um período de transição: o velho morre num ritmo mais rápido do que nascem as novas direções e entidades combativas. A experiência inconclusa com Lula, com o PT no governo, ainda possibilitam às direções governistas atuarem de forma eficiente para bloquear as manifestações independentes dos trabalhadores e do povo. No entanto, uma atitude decidida dos socialistas, uma política correta, uma militância paciente e conseqüente junto às lutas do povo e seus combates cotidianos abrem a possibilidade de que o PSOL seja além de uma referência política e de uma alternativa global, mais um instrumento para suas lutas diárias, uma ferramenta que auxilie os trabalhadores a superar esta transição, e enfrentar o governo, lutar por suas reivindicações, e construir novas e combativas organizações de massas derrotando e superando as direções governistas. Por isso o PSOL deve afirmar-se como pólo político, portador de um projeto global, de oposição intransigente ao governo petista e a seu projeto. Nosso projeto deve ser disputado e construído nas eleições e nas lutas do povo pobre e trabalhador. Devemos ser parte ativa das mobilizações e dos debates, intervindo com o propósito de construir uma alternativa política ao modelo neoliberal e aos partidos que o sustentam, especialmente ao PT e ao PSDB/PFL. Neste processo de luta pela construção de uma alternativa sabemos que não temos um caminho fácil. O governo Lula montou um grande acordo que coloca parte importante da superestrutura partidária ao seu lado. Incluí, além dos sempre PC do B, PSB, os partidos burgueses como o PMDB, PR, PP, PTB de Collor, e agora incorpora o PDT que foi de malas e bagagens para o ministério de Lula. Por sua vez, a oposição burguesa é mais de direita e pressiona sempre para que o governo fique ainda pior do que é. Vimos isso no exemplo da Bolívia, quando o PSDB e o PFL queriam que o Brasil fosse ainda mais agressivo contra nossos vizinhos; vimos isso agora na greve dos controladores de vôo, quando queriam – e vergonhosamente foram atendidos por Lula, que cedeu à pressão da mídia e da cúpula militar - ainda mais perseguição; vimos isso na exigência da realização das reformas antipopulares. Assim, a superestrutura burguesa e burocrática do país (com a política oficialista e pelega da CUT e da Força Sindical) está unida na defesa dos planos de ajuste e dos ataques aos interesses dos trabalhadores. Não será difícil que pelo menos uma parte razoável deles se unam também para tentar fechar os espaços democráticos. Por isso os partidos burgueses maiores e tradicionais – como PFL, PSDB e PMDB estiveram juntos com o PT para garantir para eles o fundo partidário e para votar no senado a cláusula de barreira. Felizmente, em alguns momentos, o judiciário rompeu esta unidade nacional burguesa. Mas não podemos perder de vista que esta unidade acaba deixando um flanco aberto. Estão todos juntos na aplicação de políticas e medidas antipopulares, de modo mais ou menos explícito. Estão todos juntos, mas as suas políticas econômicas não conseguem impedir a continuidade da crise social nem oferecer soluções duradouras para melhorar a vida do povo. Estão todos juntos, contra os interesses populares, contra a soberania nacional, ao lado da corrupção e da impunidade, enquanto o P-sol está do outro lado e este fato é visto por uma parte de nosso povo. Estão todos juntos e, portanto, todos se expondo de forma desgastante diante da experiência vivida por nosso povo. Afinal, o abismo entre as políticas e as propostas da classe dominante e seus partidos, suas distintas representações, e os interesses populares, tende a provocar crises e deslocamentos sociais e políticos. Vimos assim, crises na segurança pública. Vimos também recentemente a crise no tráfego aéreo. Crises que ocorrem como relâmpagos, mas que na verdade revelam que a dominação burguesa está longe de ser exercida num céu de brigadeiro. Por isso, nossas possibilidades de dialogar com setores de massas são reais o que torna tão criminosa uma política partidária centrada na propaganda, distanciada da agitação. Por isso é tão importante intervir nos acontecimentos, mostrar o partido, se postular, ser sujeito ativo da luta direta e preparar-se com a máxima seriedade para a disputa institucional. Um partido novo contra a velha política nas ruas e nas urnas. Somente assim vamos influenciar os acontecimentos políticos e provocar deslocamentos de trabalhadores, jovens, intelectuais progressistas, etc. Somente assim, incidiremos em setores partidários que podem receber o impacto de nossa influência, trazendo-os para nossas trincheiras de lutas. Foi afirmando nosso projeto, nos postulando como alternativa, não nos diluindo, não nos escondendo nos movimentos sociais, que em 2005, contribuímos para que setores fundamentais da esquerda petista fossem atraídos pelo P-sol em todo o país, enriquecendo e dando enorme força para nosso partido. Foi assim também, que ganhamos no Rio Grande do Sul (estado onde o trabalhismo e Brizola tiveram muita força) dirigentes combativos que vieram do PDT, resposta ao fisiologismo e ao apoio dado por este partido ao governo Lula. Participar ativamente da recomposição do movimento de massas Além da recomposição política-partidária, que tem sido a mais dinâmica até o momento, é fundamental a recomposição do movimento sindical e dos movimentos sociais de modo geral. É preciso iniciar um processo de acúmulo de forças para um novo sindicalismo que represente um rompimento com o burocratismo, o autoritarismo e o sindicalismo de resultados. Este processo só pode expressar-se pela base, construindo um sindicalismo colado nas reivindicações dos trabalhadores. Sabemos que não temos mais a classe operária industrial com o peso social no Brasil que teve em 1979; de fato, os avanços tecnológicos e o desemprego crônico contribuem na maior fragmentação da classe e dificultam as mobilizações, mas o antagonismo irreconciliável com os interesses do capital segue presente, cada vez mais agravado, de tal forma que a necessidade dos trabalhadores levarem adiante uma luta intransigente por seus interesses próprios, por suas reivindicações imediatas e históricas, continua plenamente atual. Ao mesmo tempo impõe-se ao movimento a ruptura com o "modelo" de organização baseada na lógica restrita que submete a organização da classe ao processo de trabalho de forma economicista e corporativa, sem perceber que a classe trabalhadora necessita desenvolver sua organização independente, por local de trabalho, fortalecendo seus sindicatos, mas também se conectando com o povo em geral. O exemplo dos Sindsprev (Sindicato dos previdenciários) do Rio de Janeiro deve ser dado porque demonstra a existência de um sindicato que tem presença de massas e impulsiona de modo constante as mobilizações populares no Rio de Janeiro. Trata-se de um sindicato que não abandona suas reivindicações específicas, as demandas da corporação, da categoria, mas não se limita a elas. Organizou e impulsionou lutas de outros setores da saúde, seja estadual, seja de vários municípios, se envolveu com a defesa dos camelôs da Lapa, com os trabalhadores conhecidos como mata-mosquistos cariocas, e também desenvolveu um trabalho nas favelas cariocas, o chamado Sindsprev comunitário. Finalmente, não deixou um minuto sequer de fazer política, apoiando, inclusive, a candidatura de Heloísa Helena. Assim, nosso modelo de sindicato é aquele que busca dialogar com a população, se organizar também com os desempregados, com os camponeses, sem terra, estudantes, se articulando de modo unificado. Neste processo, portanto, devemos lutar por uma nova direção. O movimento sindical hegemonizado pela CUT desenvolveu um profundo processo de burocratização e distanciamento das bases e submeteu-se a cooptação estabelecida pelo governo Lula. Em oposição ao que traiu e faliu é preciso construir novas alternativas que possam unir os diversos segmentos do proletariado brasileiro. A construção da Conlutas é um primeiro passo. Sua construção não pode abrir mão, porém, de uma política para incidir e atuar com setores mais independentes ainda militantes no interior da CUT, com o conjunto ou partes do MST e da Via Campesina e tampouco da unidade de ação com a própria CUT em alguns momentos - a exemplo da resistência contra a emenda 03 e ações contra os governos estaduais. A Intersindical também pode contribuir sempre que ambos os agrupamentos – Conlutas e Intersindical - busquem convergir no sentido destas expressões de recomposição do movimento dos trabalhadores, combaterem em comum e de forma intransigente as forças de sustentação do grande capital, especialmente o governo Lula. Só na oposição poderemos afirmar essa necessária reorganização e construir uma alternativa para as massas. Devemos também impulsionar as tentativas de unificação de setores da classe trabalhadora e do povo em espaços organizativos cada vez mais amplos. Neste sentido o Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) é para nós uma das mais ricas experiências voltada para refazer esta unidade, juntando os excluídos do campo e da cidade e articulando-os às demais lutas e organizações como a CONLUTAS (coordenação nacional de lutas) e a Intersindical. Por sua vez, a unidade necessária dos movimentos do povo trabalhador e das camadas médias deve expressar-se na materialização de uma frente social e política para desenvolver-se como alternativa de organização social e de disputa do poder político no Brasil. Finalmente, é preciso incentivar e apoiar as alternativas econômicas para sobrevivência e auto-sustentação dos trabalhadores, desenvolvendo o controle do processo de trabalho e ampliando as formas cooperativas de organização econômica. Um novo bloco político e social contra o atual modelo político econômico é possível A crise econômica estrutural e a crise social brasileira continuarão se aprofundando; não existe saída, sob a ótica dos interesses dos trabalhadores e das amplas massas populares sem uma mudança profunda no poder político e econômico do país. Essa mudança não pode ser feita pela grande burguesia brasileira nem por seus representantes políticos. Só poderá ser realizada por um novo poder político, por um governo que seja a expressão dos interesses de classe dos trabalhadores e do povo. O PSOL nasceu com a postulação de construir essa nova hegemonia histórica para conquistar o poder e transformar Brasil num país independente, sem explorados nem exploradores. Então, partimos do fato de que a principal contradição da realidade brasileira opõe aos interesses da ampla maioria do povo e dos trabalhadores àqueles representados pelo capital internacional, pelos grandes monopólios e pelo grande latifúndio. Portanto, a revolução brasileira será obra de milhões de homens e mulheres tais como são, na sua diversidade ideológica, religiosa e política. Além do proletariado brasileiro, em toda sua diversidade, das camadas médias urbanas e rurais há uma ampla parcela da pequena burguesia brasileira, a começar pelo campesinato pobre e pelos micros empresários, que é levado à falência cotidianamente vendo seus interesses materiais e suas aspirações de vida esmagados pelo poderio econômico dos grandes monopólios e do capital financeiro, pela estrutura do Estado e pelas políticas econômicas e sociais por ele desenvolvidas a serviço do grande capital. A classe média assalariada e inúmeras categorias de profissionais liberais vivem em processo crescente de proletarização. Os camponeses sem terra, os pequenos e médios agricultores não têm perspectiva num modelo de concentração de renda no campo sob domínio dos latifúndios e das multinacionais. Setores das Forças Armadas sucateados pelos planos neoliberais demonstram crescente insatisfação com este modelo. Várias manifestações de setores da base e da oficialidade, entre as quais se destacam as rebeliões e greves das policias militares em 1997, e as mobilizações das mulheres dos oficiais do exército comprovam esta afirmação. Agora, mais uma vez, as mobilizações dos sargentos responsáveis pelo controle de tráfego aéreo mostram, de forma clara, as possibilidades de lutas nestes setores. As contradições no interior das próprias forças armadas mostram as conexões existentes – com visíveis desigualdades – entre os processos políticos nas forças do aparato repressor do estado burguês em outros países latino americanos e o processo brasileiro. Na Venezuela, estas contradições se manifestaram de forma muito avançada. No Brasil, apesar de vivermos uma situação muito diferente, não podemos descartar que estejamos nos primeiros passos de um deslocamento de parte de setores militares em direção a uma aliança com as forças populares. Assim, aumenta a base de questionamento ao neoliberalismo e ao domínio dos bancos e dos monopólios capitalistas. As tarefas democráticas e antiimperialistas constroem a dinâmica da revolução brasileira Então, como orientação geral, o PSOL deve defender o seu programa anticapitalista e procurar toda unidade de ação com todos aqueles que queiram marchar conosco seja por acordos parciais para a mobilização ou por acordos políticos táticos para enfrentar o governo Lula e o regime, bem como os governos estaduais da burguesia. Estrategicamente, nosso desafio como partido é encabeçar uma frente, um bloco político que possa impulsionar a luta pela ruptura com o imperialismo, que seja capaz de contribuir para desencadear uma revolução democrática cuja realização plena significa desenvolver a revolução socialista e conquistar a emancipação social de nosso povo, construindo um modelo econômico ecologicamente sustentável. Para tanto, o PSOL deve lutar com todas as suas forças para aglutinar a mais ampla unidade dos setores sociais que enfrentam, cotidianamente, contradições, insuperáveis, com o poder do imperialismo e do grande capital. Nosso esforço deve ser nas ruas e na disputa eleitoral. Devemos, logo, buscar alianças eleitorais desde que seja baseada na defesa de um programa de ruptura com o grande capital, de denúncia da corrupção, com expressão clara em defesa da oposição ao bloco PT/governo Lula e ao bloco PSDB/PFL, e desde que o PSOL mantenha e a mais total independência política como partido, para defender todos seus pontos de vista e de seu Programa. Para concluir, queremos reafirmar o conteúdo da proposta programática votado em maio de 2005, na conferência do P-Sol. Nestas resoluções assumimos quatro tarefas fundamentais: 1) a luta pela independência nacional, o que significa, por exemplo, combater a desnacionalização e a privatização, controlar a remessa de lucros, conter a sangria do pagamento de uma dívida externa ilegítima e liquidar o parasitismo do sistema financeiro alimentado pela dívida pública; 2) uma profunda democratização que significa mudar o atual regime político que transformou as instituições e partidos em servos do grande capital; tal democratização implica também na luta contra os monopólios dos meios de comunicação, defesa das rádios comunitárias, democratização das Forças Armadas (cujo peso tutelando o poder civil foi visto novamente na crise do tráfego aéreo, abertura dos arquivos da ditadura militar, punição aos torturadores, etc; 3) a resolução imediata das reivindicações sociais mais necessárias para o povo, o salário, o direito à terra, à moradia (reforma agrária e urbana), o direito à saúde e à educação; 4) luta pela defesa da vida, do meio ambiente, e por um regime de produção e consumo ecologicamente sustentável e que garanta as necessidades materiais do nosso povo. Fortalecer o P-SOL para ganhar influência de massas Como tarefas práticas no próximo período temos que responder bem em dois terrenos. Neste ano vamos impulsionar o calendário de luta votado no encontro do dia 25 de março em SP. Ao mesmo tempo vamos defender a unidade de ação por pontos de interesse dos trabalhadores e do povo, e a unidade de ação nos estados com todos os setores que queiram enfrentar os governos estaduais burgueses e suas políticas de ajuste. Terá muita importância as lutas estudantis, ainda mais que sabemos a juventude é determinante na construção de um partido anticapitalista e revolucionário. Ao mesmo tempo, neste ano, vamos começar a nos preparar para as eleições de 2008, quando o partido será submetido a um novo e importante teste, para o qual devemos atuar com profissionalismo e eficácia. Em todo o país podemos ter uma importante participação. Particularmente em algumas capitais vamos estar diante de uma enorme oportunidade de avançar na relação com setores do povo. Em Porto Alegre, por exemplo, Luciana Genro foi a deputada mais votada da capital. Se lançarmos seu nome para a prefeitura poderemos realizar uma campanha de massas. Da mesma forma no Rio de Janeiro. Se lançarmos Chico Alencar, a cidade que deu mais de 20% dos votos para Heloísa pode ser palco de um acelerado e exponencial crescimento do partido. A própria localização de Heloísa Helena deve ser pensada estrategicamente ao redor da necessidade de construir verdadeiros bastiões do P-Sol, com repercussão nacional. A palavra de ordem, portanto, é fortalecer o PSOL, ampliar e consolidar o partido, construindo uma coluna de quadros, fortalecendo suas instâncias, intervindo nos movimentos sociais – nos sindicatos, no campo, nas comunidades, nos movimentos de estudantes, de mulheres, de negros, de aposentados, de direitos humanos, de GLBTs, etc - e transformá-lo em verdadeira força eleitoral para incidir, de maneira decisiva, sobre um amplo e novo bloco de forças sociais exploradas pelo imperialismo, construindo assim uma alternativa de poder para os trabalhadores e para o povo brasileiro. Mas para isso também será preciso saber dialogar com os novos setores que se aproximam do partido, e fundamentalmente levar em conta, tanto o desenvolvimento presente da luta de classes quanto à consciência atual das massas. O caráter socialista e revolucionário de nosso programa não pode limitar a entrada no partido daqueles setores que ainda não tem solidez ideológica para assimilá-lo completamente. Isto seria um grave erro, pois estaríamos transformando o PSOL num partido de quadros sem ambição de organizar setores de massas ou no mínimo de influenciá-lo de modo decisivo, o que nos levaria inevitavelmente ao dogmatismo. É preciso garantir a incorporação de todos os novos militantes que queiram contribuir com a construção do partido e, ao mesmo tempo, criar um ambiente interno no qual seja possível nivelar o processo de discussão, de elaboração e de ação entre velhos e novos militantes. Isto só será possível com uma revolução organizativa. É fundamental que o partido ganhe vida orgânica. A força interna do partido se constrói fortalecendo suas instâncias organizativas. Um regime interno que se baseie numa ampla democracia e ao mesmo tempo em unidade de ação para assegurar que o partido atue com uma única política decidida coletivamente. Esta revolução organizativa se iniciará com a constituição de uma verdadeira sede nacional e de uma equipe política capaz de avançar na centralização da vida orgânica do partido em todo país. Para isso termos que lançar mão de meios e recursos tecnológicos modernos com um sistema audacioso de informatização que nos permita utilizar de teleconferências e comunicação interativa para reduzir as distâncias deste país continental. Assim vamos avançar na organização partidária, revolucionando os meios de comunicação do partido, democratizando a informação e o debate. Permitindo uma participação maior dos militantes e um controle da base sobre a direção do partido. Além de tudo isso, teremos que intensificar e qualificar o nosso trabalho de propaganda através de seminários e cursos de formação – como foram feitos em Santa Catarina, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul – combinando a formação interna com a propaganda pública articulada com uma criteriosa agenda política de nossas figuras públicas encabeçadas por Heloísa para divulgar o partido e sua política em todo Brasil. Temos que revolucionar o nosso site e lutar, com todas as forças, para imprimir um jornal moderno, agradável, de qualidade e regular. Assinam esta tese: Luciana Genro - Deputada Federal PSOL/RS / Executiva Nacional PSOL Martiniano Cavalcante - Presidente PSOL Goiás / Executiva Nacional PSOL Roberto Robaina - Presidente PSOL Rio Grande do Sul / Executiva Nacional PSOL Edilson Silva - Presidente PSOL Pernambuco / Executiva Nacional PSOL Gilberto Cunha - Executiva Nacional PSOL / Direção Estadual PSOL/SP Enrique Morales - Presidente PSOL Distrito Federal / Direção Nacional PSOL Sandro Pimentel - Presidente PSOL Rio Grande do Norte / Direção Nacional PSOL Mônica Villaça - Direção Nacional PSOL / Executiva PSOL/PE Zákia Barroso - Direção Nacional do PSOL / Executiva PSOL/GO Jefferson Moura - Direção Nacional PSOL / Executiva P-SOL/RJ Pedro Fuentes - Direção Nacional PSOL / Executiva PSOL/RS Janira Rocha - Direção Nacional PSOL / Presidente do SINDPREVS/RJ João Batista - Direção Nacional PSOL / Dirigente do MTL Etevaldo Teixeira - Direção Nacional PSOL / Executiva PSOL/RS Israel Dutra - Direção Nacional PSOL / Executiva PSOL/RS Anderson Rosal - Direção Nacional PSOL / Executiva PSOL/PE Antônio Neto - Direção Nacional do PSOL / Direção Estadual PSOL/PA Edna Nascimento - Presidente PSOL Piauí Núcia Maria - Presidente PSOL Acre Acre Osmarino Amâncio - Direção Estadual PSOL/AC Keyla Roberta - Vice Presidente PSOL/AC Amazonas Lúcio Alam - Direção PSOL/Manaus Newton Ferreira - Direção PSOL/Manaus Bahia Everaldo Silva - Vice Presidente PSOL/BA Luis Carlos França - Direção Estadual PSOL/BA (Diretor Sindados/BA) Ronaldo Santos - Direção Estadual PSOL/BA Reinaldo Martins - Direção Estadual PSOL/BA (Diretor SINASEFE) Celso Lopes - Direção Estadual do PSOL/BA Augusto Guia - Direção Estadual PSOL/BA Jacson Sampaio - Direção Estadual PSOL/BA Sergio Lacerda - Direção Estadual PSOL/BA Andreilson Guedes - Direção Estadual PSOL/BA Arlindo Pacheco - Núcleo GLBT PSOL/ Salvador Hernani Sá - Direção PSOL/Ilhéus Eduardo Simas - Direção PSOL/Ilhéus Icaro Argolo - Juventude PSOL/Salvador Herzem Costa - Coordenador PSOL/Itabuna. Risomar Lima - PSOL/Itabuna Henrique Penaforte - PSOL/Itabuna. Erick Maia - PSOL/Itabuna Dantas - PSOL/Itamaraju Liliane Araújo - PSOL/Itamaraju José Oliveira - Poeta PSOL/Salvador Sandro Cidreira - Economista PSOL/Salvador Fernanda Paz - PSOL/Salvador Miriam Talita - PSOL/Jequié Antonieta Brito - PSOL/Jequié Roberto Kock - PSOL/Itabatan Reinaldo Alves - PSOL/Irecê Roberto Alves - PSOL/Juazeiro Larissa Oliveira - PSOL/Salvador Renata Lorena - PSOL/Salvador Emanuela Oliveira - PSOL/Salvador Roberto Argolo - PSOL/Salvador (SINTECT BA) Franderrak Mascarenhas - PSOL/Santo Antônio de Jesus Mario José - PSOL/Camaçari António Carlos Amorim - PSOL/Salvador Iaraci Dias - PSOL/Camaçari Euclides Santos - PSOL/Salvador Adriano - Estudante de Direito PSOL/Salvador Camila Chetto - PSOL/Salvador Rodrigo - UNEB PSOL/Salvador Arley Fernandes - PSOL/Salvador Michele Carneiro - PSOL/Salvador Liliane Alves - PSOL/Irecé Roberto Leal - Escritor e Poeta PSOL/Salvador Luciano Borba - PSOL/Cruz das Almas Valdicloves Romero - PSOL/Juazeiro Renato Santos - PSOL/Barreiras Nabio Lima - PSOL/Ribeirão do Lago Jaime Celestino - PSOL/Salvador André Maia - PSOL/Salvador João Evangelista - PSOL/Karinhanha Reginaldo Santos - PSOL/Jequié Barimar Santos - P-SOL/Nova Soure Ivan Junior - PSOL/Salvador Carlos Secundino - PSOL/Salvador Edson Cerqueira - PSOL/Salvador (Diretor da ASPOL) Brasília/DF Wellington Rainho - Direção Estadual PSOL/DF Israel Linhares - Direção Estadual PSOL/DF Celso Alcântara - Direção Estadual PSOL/DF Maxuel dos Santos - Coordenador Núcleo Samambaia e Juventude Jorge Antunes - Coordenador do Núcleo de Cultura DF Cláudio Pinheiro - Coordenador Núcleo Candangolândia / N. Bandeirante Michelle dos Santos - Juventude Patricia Bernardo - Núcleo Arapuanga Nilton Nalim - Águas Lindas DF Ceará Mauro Gurgel - Diretório Estadual PSOL/CE Goiás Elias Vaz - vereador PSOL / Goiânia Carlos Custódio - Direção Estadual PSOL/GO Osmar Camargos - Direção Estadual PSOL/GO Rogério Paes Lima - PSOL / Goiânia Ênio de Brito - PSOL / Goiânia Américo Novais - direção Sem teto Parque Oeste PSOL / Goiânia Kilzes Stefany - Direção Estadual PSOL/GO e líder Sem teto Parque Oeste José Alves Pereira Filho - Diretório Estadual PSOL/GO João Maria - Direção Estadual do PSOL/GO - Itumbiara Elber Sampaio - Anápolis/GO Frank - Anápolis/GO Justino - Rio Verde /GO Justino - Rio Verde/GO FIO - MTL Sudoeste Goiano Guimarães - MTL Sudoeste Goiano Gastão Visgueira - Santo Antonio do Descoberto/GO Pará Max Costa - P-SOL/PA Belém Simone Costa - P-SOL/PA Belém Rigler Aragão - P-SOL/PA Belém Diogo Correa - P-SOL/PA Belém Fabrício Gomes - P-SOL/PA Belém Naide Cordeiro - P-SOL/PA Belém Breno Mendes - P-SOL/PA Belém Mari Caroline - P-SOL/PA Belém Carla Teixeira - P-SOL/PA Belém Auricleia Souza - P-SOL/PA Belém Karina Damasceno - P-SOL/PA Belém Elena Castro - P-SOL/PA Belém Linnesh Ramos - P-SOL/PA Belém Sara Rayane - P-SOL/PA Belém Willer Cunha - P-SOL/PA Belém Diego Vieira - P-SOL/PA Belém Rafael Saldanha - P-SOL/PA Belém Armando Barbosa - P-SOL/PA Belém Igor Francês - P-SOL/PA Belém Márcio Gama - P-SOL/PA Belém Ângela Mendes - P-SOL/PA Belém Edinalda Cunha - P-SOL/PA Belém Eldon Pereira - P-SOL/PA Belém Eliamar Almeida - P-SOL/PA Belém Joel Silva - P-SOL/PA Belém Pedro Maia - P-SOL/PA Belém Gean Souza - P-SOL/PA Santarém Marcos Viana - P-SOL/PA Santarém Neiwiton Santos - P-SOL/PA Santarém Alex Evaristo - P-SOL/PA Santarém Ellen Santos - P-SOL/PA Santarém Suzane Evaristo - P-SOL/PA Santarém Edivandro Parente - P-SOL/PA Santarém Suany Silva - P-SOL/PA Santarém Marlisson Ribeiro - P-SOL/PA Santarém Nerito Santos - P-SOL/PA Santarém Wallace de Souza - P-SOL/PA Santarém Fernando Monteiro - P-SOL/PA Santarém Saullo Monteiro - P-SOL/PA Santarén André Chagas - P-SOL/PA Santarém Rose Lobo - P-SOL/PA Santarém Aline Lima - P-SOL/PA Santarém Angeli Galvão - P-SOL/PA Santarém Paula de Souza - P-SOL/PA Santarém Janailda Aguiar - P-SOL/PA Santarém Nageysa Cunha - P-SOL/PA Santarém Juliane Fontenelle - P-SOL/PA Santarém Fagner Linhares - P-SOL/PA Santarém Edriene Barbosa - P-SOL/PA Santarém Daniela Silva - P-SOL/PA Santarém Leandro Salgado - P-SOL/PA Santarém Marcelo Lopes - P-SOL/PA Santarém Daise Lima - P-SOL/PA Santarém Eliane Raissa - P-SOL/PA Santarém Tatiane Braga - P-SOL/PA Santarém Patrícia Guimarães - P-SOL/PA Santarém Thiago Monteiro - P-SOL/PA Santarém Jacqueline Vieira - P-SOL/PA Santarém Eric Braga - P-SOL/PA Santarém Tatiane Picanço - P-SOL/PA Santarém Auristele Silva - P-SOL/PA Santarém Lidiane Teles - P-SOL/PA Santarém Welton Oliveira - P-SOL/PA Santarém Marcos Santos - P-SOL/PA Santarém Mariel Macedo - P-SOL/PA Santarém Fabio Carneiro - P-SOL/PA Santarém Graciano Martins - P-SOL/PA Santarém Erina Gomes - P-SOL/PA Santarém Maike Vieira - P-SOL/PA Santarém Fabio Souza - P-SOL/PA Santarém Fredson Teixeira - P-SOL/PA São Domingos do Capim Joana Gomes - P-SOL/PA São Domingos do Capim Luiz Nascimento - P-SOL/PA São Domingos do Capim Johnny Melo - P-SOL/PA São Domingos do Capim Simone Maciel - P-SOL/PA São Domingos do Capim Érika Maciel - P-SOL/PA São Domingos do Capim Rosivaldo ferreira - P-SOL/PA São Domingos do Capim Derivaldo Piedade - P-SOL/PA São Domingos do Capim Renata Negrão P-SOL/PA Castanhal Josiel Monteiro - P-SOL/PA Castanhal Eliseu Valério - P-SOL/PA Castanhal Elita Freitas - P-SOL/PA Castanhal Marina Correa - P-SOL/PA Castanhal Dione Monteiro - P-SOL/PA Castanhal Cristina Monteiro - P-SOL/PA Castanhal Dionete Monteiro - P-SOL/PA Castanhal Claudemir Teixeira - P-SOL/PA Castanhal Paraíba Emanuel Santos – vice Presidente PSOL/PB Roberto Erminio - Presidente PSOL João Pessoa / PB Robson Luis - Executiva PSOL/PB Josué Lima – Executiva PSOL João Pessoa / PB Pernambuco Albanise Pires – Núcleo Servidores Públicos / Executiva PSOL/PE Henrique Monte – Núcleo UFPE/Servidores / Executiva PSOL/PE Zé Gomes Neto – Núcleo Juventude / Executiva PSOL/PE Áurea Augusta – Núcleo Direitos Humanos / Direção Estadual PSOL/PE Tárcio Teixeira – Núcleo Direitos Humanos / Direção Estadual PSOL/PE Ari Amorim – Presidente PSOL / Serra Talhada / Direção Estadual PSOL/PE Theobaldo Pires – Núcleo Servidores Públicos / Direção Estadual PSOL/PE Márcia Broxado – Núcleo Servidores Públicos / Direção Estadual PSOL/PE Andréa Grangeiro – Núcleo Servidores Públicos PSOL / Recife Célia Palhano de Araújo – Núcleo UFPE/Servidores PSOL / Recife Washington Jose B. Silva – Núcleo UFPE/Servidores PSOL / Recife Glauce Oliveira – Núcleo UFPE/Servidores PSOL / Recife Everaldo Araújo – Núcleo UFPE/Servidores PSOL / Recife Vernom Bitu – Núcleo UFPE/Servidores PSOL / Recife Elissandra de Carvalho – Núcleo UFPE/Servidores PSOL / Recife Maria de Lourdes da Silva – Núcleo UFPE/Servidores PSOL / Recife Edmar Silva – Núcleo Jardim São Paulo PSOL / Recife Edna Jatobá - Núcleo Jardim São Paulo PSOL / Recife Renata Barros - Núcleo Jardim São Paulo PSOL / Recife Severina Marcolino - Núcleo Jardim São Paulo PSOL / Recife Sandro Alves – Núcleo Ibura de Baixo PSOL / Recife Angélica Azevedo – Núcleo Ibura de Baixo PSOL / Recife Mônica Regina – Núcleo Estudantes UFPE PSOL / Recife Ymira da Silva – Núcleo Estudantes UFPE PSOL / Recife Felipe Amorim - Núcleo Juventude PSOL / Recife Otoniel Eugênio – Núcleo Juventude PSOL / Recife Poliana Pimentel – Núcleo Juventude PSOL / Recife Ivan Souza – Núcleo Municipal Paulista / Pres. Comissão Mun. PSOL / Paulista Marcos Antonio – Núcleo Frei Caneca / Presidente Comissão Mun.PSOL / Olinda Reginaldo de Albuquerque – Núcleo Frei Caneca PSOL / Olinda Marcelo Cosme da Silva – Núcleo Frei Caneca PSOL / Olinda Edson Mendes – Núcleo Frei Caneca PSOL / Olinda João Tomaz da Silva – Núcleo Frei Caneca PSOL / Olinda Maria Gomes Ferreira da Silva – Núcleo Frei Caneca PSOL / Olinda Maurício Francisco Alves – Núcleo Frei Caneca PSOL / Olinda Italaney Maria S. dos Santos – Núcleo Frei Caneca PSOL / Olinda Manoel Sérgio da Silva – Núcleo Frei Caneca PSOL / Olinda Maria Aparecida Borges P. de Santana – Núcleo Frei Caneca PSOL / Olinda Germano Gutemberg – Núcleo Juventude PSOL / Serra Talhada William Manoel da Silva – Núcleo Juventude PSOL / Serra Talhada Cícero Batista de Siqueira Oliveira – Núcleo Juventude PSOL / Serra Talhada Edcleide da Silva Nascimento – Núcleo Mulheres PSOL / Serra Talhada Maria Rosineide da Conceição – Núcleo Mulheres PSOL / Serra Talhada Roseane Maria da Conceição – Núcleo Mulheres PSOL / Serra Talhada Elizabete de Oliveira Santos – Núcleo Mulheres PSOL / Serra Talhada José Clarindo Rufino Filho – Núcleo Juventude PSOL / Serra Talhada José Roberto Siqueira de Oliveira – Núcleo Juventude PSOL / Serra Talhada Francisco de Assis de Moura – Núcleo Juventude PSOL / Serra Talhada Aline Maria da Silva – Núcleo Juventude PSOL / Serra Talhada Mirian Maraisa Pires – Núcleo Cristãos Comprometidos PSOL / Serra Talhada Missilene Basílio – Núcleo Cristãos Comprometidos PSOL / Serra Talhada Ione Ferreira da Silva – Núcleo Cristãos Comprometidos PSOL / Serra Talhada Josias Manuel da Silva – Núcleo Sindicalistas PSOL / Serra Talhada Maria Alice de Souza Oliveira – Núcleo Sindicalistas PSOL / Serra Talhada Maria José Barros Pereira – Núcleo Sindicalistas PSOL / Serra Talhada Jamesson Rinelly Muniz da Silva – Núcleo Sindicalistas PSOL / Serra Talhada Ivan Rocha – Núcleo Municipal de Paulista / Pres. Com. Mun. PSOL / Paulista Piauí João Júnior – UFPI PSOL / Teresina Rio de Janeiro Honório Oliveira - Executiva Estadual PSOL/RJ Leandro Fontes - Executiva Estadual PSOL/RJ Felipe Mello - SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) Gustavo Silvino - DCE da UFF Tainá Toscano - UFF Bruno Moreira - UFF Viviana Garcia - UCAM (Universidade Candido Mendes) Rafael Amorim - CEFET - QUÍMICA Diogo Braz - CEFET - QUÍMICA David José - Professor / PSOL Rio de Janeiro Thaís Coutinho - Professora / PSOL Rio de Janeiro Rafael Araújo - Professor / PSOL Niterói Bruno Menezes - Professor / PSOL Niterói Josemar Carvalho - Professor / PSOL São Gonçalo Bruno Oliveira - Professor / PSOL São Gonçalo Rolando Medeiros - Sindsprev-RJ / Conlutas Julião - Sindsprev-RJ / Conlutas Oswaldo - PSOL / Sindsprev-RJ Aluísio - PSOL / Sindsprev-RJ André Pires - PSOL / Núcleo Sindical Popular Centro João Bosco - PSOL / Núcleo Sindical Popular Centro Kuka - PSOL / Região dos Lagos Manuel Crispin - PSOL / Região dos Lagos Paulo Américo - Sindsprev-RJ / PSOL / Teresopolís Malu - Sindsprev-RJ / PSOL / Teresopolís Antônio - PSOL / Km 32 Marquinhos - PSOL / Campos Wallace - PSOL / Campos TÃO - Sindsprev-RJ / Morro do Estado Maria Ivone - Sindsprev-RJ / PSOL Shirley - Sindsprev-RJ / PSOL / São Gonçalo Jane - Sindsprev-RJ / PSOL / São Gonçalo Albirato - Sindsprev-RJ / PSOL / São João de Meriti Piano - Sindsprev-RJ / PSOL / Magé Gilberto - Sindsprev-RJ / PSOL / Zona Oeste Robinho - Sindsprev-RJ / PSOL / Zona Oeste Mirando - Sindsprev-RJ / PSOL / Zona Oeste Eliana - Sindsprev-RJ / PSOL Zona Oeste Luis Henrique - Sindsprev-RJ / PSOL / HCE Julio Kondac - MNU (Movimento Negro Unificado) PSOL Nereu Lopes - Sindsprev-RJ / PSOL / Maré Sidnei Castro - FENASPS Conceição - FENASPS Isaac - FENASPS Rio Grande do Norte Vânia Machado - Coord. Geral SINTEST/RN Valmir Francisco - Coord. Administração SINTEST/RN Maria Aparecida - Tesoureira Regional PSOL/RN Jane Suely - Tesoureira Diretório Municipal Natal/RN Luciano Carlos - Coord. Formação SINTEST/RN Marcos Alcântara - Coord. Privados SINTEST/RN João Adelino - Pres. AFESAM (Mossoró/RN) Maria Margarete - Coord. SINTEST/RN Isamel Martiniano - Coord. SINTEST/RN José Mário - Dir. AFESAM (Mossoró/RN) Aldanir Carvalho Comerciário/RN Profº Raimundo Nonato - Oposição ADURN Rio Grande do Sul Pedro Ruas - Advogado Trabalhista PSOL/RS Fernanda Melchionna - Direção Estadual PSOL/RS Maria Luiza Villaverde - Direção Estadual PSOL/RS Raquel Vercelino - Direção Estadual do PSOL/RS Henrique Maffei - Direção Estadual do PSOL/RS Jurandir Buchweitz - Direção Estadual do PSOL/RS Carlos Alberto Flores Dias - Direção Estadual do PSOL/RS Gilvandro Silva Antunes - Direção Estadual do PSOL/RS Antônio Arlan Brum Nunes - Direção Estadual PSOL/RS Arlindo Nelson Ritter - Pres. Assoc. Func. Hospital Conceição / Esteio Gilmar Nunes Corrêa - Educação / São Gabriel Paulo Rogério Benites - Saúde / Livramento Marliane Ferreira - Educação / Rosário do Sul Zélia Marilene - Dirigente do Núcleo dos aposentados Educação / Porto Alegre Jerson Rogério Gallas - Vigilante / Caxias do Sul Carlos Ruberval Gonçalves - Servidor Público / Santa Maria Cássio Menezes - Correios / Passo Fundo Jucineide Tavares de Menezes - Educação / Passo Fundo Kerly Ferro - Educação / Porto Alegre Ana Lúcia Brito Pautasso - Alvorada - Aux. de Enfermagem Carmem Dotto - Núcleo dos aposentados - Professora - Porto Alegre Carmem Rovêda - Núcleo dos aposentados - Professora Porto Alegre Marilia Cristina - Tramandaí - Professora Eliana Ferreira - Porto Alegre - Professora - aposentada Katia Elisabeth Schirmer Hachler - Porto Alegre - professora Eva Angelica - Porto Alegre - Aux. Serv. Escolar Marieta Vieira - Rosário do Sul - professora Libia Maria Serpa Aquino - professora - Guaíba Diego Vitello - Porto Alegre Fernando Dornelles - Porto Alegre Bernardo Corrêa - Porto Alegre Juliana Selbach - Porto Alegre Inez Zacarias - Porto Alegre Marcus Vinicius - Porto Alegre Camila Osório - Goulart Porto Alegre Cleber Mello - Porto Alegre Elisabete Pereira - Porto Alegre Fabiano Elias - Porto Alegre Ruy Bittencourt - Porto Alegre Vicente Neves - Porto Alegre Viviane Camejo - Porto Alegre Helder Porto Oliveira - Pelotas Gabriele de Brito Braga - Pelotas Luan Diego Badia - Pelotas Rossano Fernandes - Pelotas Cristiano Bernardino - Sapucaia do Sul São Paulo Mauricio Costa de Carvalho - Coordenação Nacional de Juventude P-SOL/SP Marina Gurgel Neves - Secretaria Estadual de Mulheres P-SOL/SP Mariana Riscali - Coordenação Estadual de Juventude P-SOL/SP Frederico Alves d'Avila - Coordenação Estadual P-SOL/SP Maíra Tavares Mendes - Coordenação Nacional de Juventude - Diretora da UNE Felipe Ultramari Moreira - Coordenação Estadual de Juventude P-SOL/SP Frederico Oliveira Henriques - Núcleo Lapa, São Paulo Alex da Matta - Nucleo Itapevi-SP David Barbosa de Oliveira - Núcleo Barretos-SP Rosangela Ultramari - Núcleo Santa Isabel-SP Valdemar Valentim - Núcleo Chico Mendes, Jacareí-SP Esmeraldo Soares - Núcleo Santana do Parnaíba-SP e Sind. Químicos de Barueri Haldor Omar - São Bernardo do Campo/SP |